Image description /Não somos mais mocinhas
08/03/2019

Com a chegada do Dia da Mulher, se torna evidente sua luta e importância na sociedade. É impossível desligar a figura da mulher do movimento feminista. Mas, antes de mais nada, é necessário a compreensão que o feminismo não é o contrário de machismo e, sim, um movimento intelectual e social que lutar por direitos iguais entre gêneros, no qual a participação do sexo feminino seja tão importante quanto o homem na sociedade.

O tal do empoderamento

Dentro dessa luta, o atual destaque pela valorização da mulher é o empoderamento feminino. Esse ato de “dar poder” consiste num fortalecimento da mulher perante a própria mulher para o desenvolvimento da igualdade. Para que haja essa movimentação, é necessário que a própria se veja no mesmo patamar de importância da figura masculina dentro da sociedade. Podemos resumir esse movimento como a liberdade e, também, o direito de que se a mulher quiser ser dona de casa, ela tem seu espaço, segurança e direitos garantidos, tanto quanto a mulher que almeja tornar-se uma grande executiva. Afinal, todo e qualquer poder de decisão sobre sua própria vida está ligado ao indivíduo e não ao seu gênero.

É assegurado, portanto, a inclusão da mulher com todos os seus talentos, habilidades, experiências e energias dentro de políticas públicas, sendo legítima e visível sua participação na sociedade como um todo. Quando pensado que nosso mundo se encontra conectado e globalizado, a questão da mulher é de caráter crucial para o desenvolvimento socioeconômico e sustentável do planeta.

Numa sociedade patriarcal, um dos marcos da necessidade e importância real da igualdade de gêneros é a inclusão de 7 Princípios Fundamentais de Empoderamento da Mulher realizado pela ONU e incluso no Pacto Global das Nações Unidas. Nele, contamos com elementos-chave para a promoção da igualdade entre homens e mulheres não apenas na comunidade, mas dentro do mercado e também na microesfera do próprio ambiente de trabalho. Tais princípios são reconhecidos como a maior iniciativa mundial de cidadania corporativa, contando com a participação de mais de 12.000 signatários, sendo 8.000 empresas em mais de 170 países. São eles:

  1. Estabelecer liderança corporativa de alto nível para a igualdade de gênero.
  2. Tratar todos os homens e mulheres de forma justa no trabalho – respeitar e apoiar os direitos humanos e a não discriminação.
  3. Garantir a saúde, a segurança e o bem-estar de todos os trabalhadores e as trabalhadoras.
  4. Promover a educação, a formação e o desenvolvimento profissional das mulheres.
  5. Implementar o desenvolvimento empresarial e as práticas da cadeia de suprimentos e de marketing que empoderem as mulheres.
  6. Promover a igualdade através de iniciativas e defesa comunitária.
  7. Mediar e publicar os progressos para alcançar a igualdade de gênero.

E o marketing com isso?

O mundo do marketing acompanha de perto o crescimento das mulheres e do movimento feminista. Para que haja efetividade e respeito na realização do marketing em relação às questões da mulher, é necessária uma grande atenção ao discurso realizado frente ao seu público. Conversas diretas às mulheres, entendendo suas dores e ambições são fundamentais nesse momento. Ramos que antes tinham foco na mulher como um meio de aumentar as vendas com sua imagem passam, então, a ver a mulher como potencial cliente e consumidora de seus produtos e serviços.

Nos últimos 25 anos, nasceu e se desenvolveu o conceito de “femvertising” – palavra formada pela junção de dois termos em inglês: “feminist” (feminista) e “advertising” (propaganda). Na prática, é a absorção do movimento e aplicação de seu ideal de igualdade para vender produtos e/ou serviços. Outra visão do femvertising é a questão da transmissão de mensagens e imagens que defendem a ideia da mulher como atuante e modificador de comportamentos, promovendo seu protagonismo.

Sabemos que, apesar de todo avanço e espaço conquistado pela mulher em diferentes esferas globais, os números ainda não são tão animadores. Segundo o ranking do Kantar Ibope Media, que ouviu cerca de 1.544 criativos, apenas 409 eram mulheres, representando cerca de 26% desse total. Um estudo feito pelo LinkedIn em 10 países no ano passado mostrou que, apesar da presença das mulheres no mercado de trabalho crescer a cada ano, alguns segmentos ainda são majoritariamente compostos por homens. Trouxemos alguns nomes de destaques que servem de inspiração dentro do mundo do Marketing:

  • Emília Chagas, jornalista pioneira que fundou a plataforma de gestão da produção de conteúdo Contentools em 2013, alavancando a disseminação do Marketing de Conteúdo no Brasil.
  • Liliane Ferrari, é jornalista, consultora e professora de mídias sociais do UOL, Escola Cuca, E-commerce School, Quero Ser Social Mídia, Plugcitários e eduK foi apontada como uma das 10 mulheres mais influentes da internet brasileira pelo iG.
  • Lisiane Lemos, especialista em soluções de suporte na Microsoft foi reconhecida pela revista Forbes como uma das jovens abaixo de 30 anos que fazem a diferença no Brasil. A profissional divide a liderança do Comitê de Igualdade Racial do grupo Mulheres do Brasil e da Rede de Profissionais Negros e atua como consultora da UNESCO.
  • Ana Couto, designer formada pela PUC-Rio, fundou a agência Ana Couto em 1993, com a proposta de trabalhar o design como ferramenta de construção de marcas fortes e tornou-se referência em branding no Brasil.

Enquanto isso, no planeta Kife

Reconhecer o trabalho das mulheres e refletir sobre a representatividade feminina em empresas de tecnologia, principalmente em cargos superiores, são formas de caminhar um pouco na direção da igualdade que tanto buscamos. Nós da Kife temos o compromisso de trabalhar com igualdade, talento e muita força, agregando e alavancando nosso time em direção à um mundo verdadeiramente igualitário e sustentável.

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Rodrigo Z. Damiano é fundador e diretor de inteligência e inovação da Agência Kife, formado em Ciências Biológicas pela Universidade de São Carlos. Aqui você encontrará matérias com relatos de suas experiências e como elas influenciam na buscas das melhores estratégias no marketing online e offline.

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