O Google está mudando a experiência de busca com respostas mais completas, módulos de IA, menos cliques em alguns tipos de consulta e mais disputa por atenção dentro da própria SERP. Para mídia paga, isso não significa “fim do Search”, mas uma virada de chave: vencer não é só comprar palavras-chave, e sim construir presença nos pontos certos, com mensagens mais úteis, ativos melhores e mensuração mais inteligente.
A seguir, um recorte focado apenas em mídia (Google Ads e ecossistema), com implicações práticas para performance nesse novo cenário.
1) Menos cliques fáceis e mais competição por atenção
Em várias categorias, respostas enriquecidas e módulos de IA tendem a reduzir cliques informacionais. Na mídia, isso costuma aparecer como:
- aumento de concorrência em termos transacionais (mais anunciantes indo para o fundo do funil);
- maior pressão de CPC em algumas verticais;
- necessidade de diferenciar anúncio pela promessa e pela prova, não só pela palavra.
A consequência prática é que campanhas precisam ficar mais desenvolvidas: seu criativo e sua landing page passam a ser parte do leilão de forma ainda mais decisiva (porque o usuário compara mais rápido e clica menos vezes).
2) Search não é só keyword: é intenção + ativos + cobertura
No novo Google, a abordagem vencedora tende a ser por clusters de intenção, não por listas infinitas de termos. Em vez de tentar cobrir tudo, foque em:
- termos de alta intenção (“preço”, “orçamento”, “consultoria”, “contratar”, “perto de mim”);
- termos de consideração (comparações, alternativas, “melhor X para Y”);
- termos de marca (seu nome, produto, método).
Aqui, o objetivo é montar uma cobertura em camadas: capturar demanda quando ela existe e não perder conversões por falta de presença nos momentos de decisão.
3) Importância crescente de criativos e assets (RSA, extensões e feeds)
Com a SERP mais “cheia” e disputada, pequenos ganhos de CTR e de qualificação viram margem de lucro. Isso passa por:
- anúncios responsivos com variações reais (não sinônimos do mesmo texto);
- extensões bem trabalhadas (sitelinks, snippets, callouts, imagem quando disponível);
- mensagens alinhadas ao que a pessoa quer resolver (benefício + prova + próximo passo).
Em resumo: texto genérico vira imposto. Você paga por clique e recebe curiosos.
4) PMax e automação: sim, mas com controle de qualidade
A automação (Performance Max, lances inteligentes, correspondências mais amplas) tende a ganhar espaço conforme o Google empurra experiências mais preditivas. O risco é cair no piloto automático:
- gastar em inventário que não traz oportunidade real;
- misturar públicos e intenções diferentes;
- perder clareza do porquê o resultado oscilou.
O caminho é usar automação com governança: sinais de público, exclusões quando necessárias, avaliação por objetivo (lead qualificado, oportunidade, receita) e disciplina de criativos/landing pages.
5) A página de destino virou parte da mídia e não pós-clique
Quando o Google entrega mais respostas dentro da SERP, o clique que sobra é mais exigente. A landing page precisa fazer o trabalho rápido:
- esclarecer oferta e diferencial sem enrolação;
- mostrar prova (cases, números, depoimentos, certificações);
- reduzir fricção no formulário/contato;
- garantir velocidade e experiência mobile.
Se a taxa de conversão cai, você não “compensa” apenas aumentando orçamento — você piora o CAC.
6) Mensuração: menos conforto, mais rigor
Com privacidade, modelagem e jornadas multitoque, a mensuração tende a ficar menos “perfeita”. O que dá vantagem é ter um modelo de decisão prático:
- eventos bem definidos (lead, MQL, SQL, compra);
- importação de conversões offline quando existe vendas consultivas;
- leitura por coortes/qualidade, não só por volume.
No novo cenário do Google, otimizar por “lead” pode ser armadilha se o lead não vira pipeline.
7) A estratégia mais recomendada: capturar intenção + proteger a marca
Conforme a SERP muda, a marca vira um amortecedor. Dois efeitos aparecem:
- quem já conhece você tende a buscar seu nome (mais barato e mais conversivo);
- termos de marca viram campo de disputa (inclusive por concorrência e comparadores).
Em mídia, isso significa tratar brand search e proteção de marca como parte do plano, não como “campanha esquecida”.
Como a Kife pode ajudar na virada de performance
Nesse novo contexto, performance deixa de ser otimizar campanha e vira orquestrar mídia, criativos, dados e conversão. A Kife atua com a frente de Data, Media & Tech, conectando estratégia, tecnologia e inteligência de dados para melhorar eficiência, qualificar demanda e construir previsibilidade — especialmente quando a SERP muda e o mercado fica mais competitivo.
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FAQs
Ele muda, mas não some. Termos transacionais e de alta intenção continuam fortes; o que tende a cair é o clique “curioso” e informacional em várias categorias.
Não, mas é cada vez mais comum. O importante é usar com estratégia e controle de qualidade, evitando virar só volume sem retorno.
Na prática: mensuração mínima confiável, criativos melhores, landing pages objetivas e campanhas orientadas por intenção (não só por volume).





