Escrito por Thayla Jamus Publicado em 17/09/2021

Você sabia que somente 25% dos cargos de liderança são ocupados por mulheres?
E que, se falarmos dos cargos de chefia, esse número cai para 3%?

Esses dados fomentam ainda mais uma discussão necessária de o quanto a diversidade e a equidade de gênero têm uma profunda importância para o mundo corporativo e como vamos começar essa conversa no dia a dia das empresas.
O número de lideranças femininas em empresas têm crescido cada vez mais, apesar do cenário ainda desigual.

Compreender a importância desse tipo de diversidade em cargos de gestão é essencial para a criação de empresas de maior impacto positivo e performance.
Boa parte da inserção das mulheres em cargos de liderança se deve ao fato de as empresas se preocuparem em promover o engajamento das mulheres em um espaço igualitário.

Importância e desafios

Apesar de ganharmos mais notoriedade nos últimos anos, continuamos vivendo em uma cultura predominantemente masculina, especialmente nos negócios.

As vantagens de apostar na diversidade de gênero vão além da esfera social, atingindo a rentabilidade das empresas.

É possível perceber que um ambiente diverso permite diferentes perspectivas sociais, contribuindo para decisões mais justas dentro das organizações.
As estatísticas também já apontam as vantagens desse movimento.

Pesquisas mostram que, quanto maior o número de mulheres nas empresas, principalmente nos cargos de liderança, melhores os resultados.
A razão está relacionada a uma diversidade nas ideias, o que favorece a criatividade e o desenvolvimento de soluções inovadoras.

Apesar das vantagens para os negócios, pessoas e a sociedade, a liderança feminina ainda é alvo de críticas que não encontram justificativa, além de discriminação e outras barreiras que se impõem para as mulheres que decidem assumir uma equipe.

Preconceito

Ainda que tenhamos avançado nas últimas décadas, ainda não conseguimos mudar totalmente o cenário machista contra a liderança feminina.
A mulher é até bem aceita em alguns nichos vistos como “femininos”, como na enfermagem e pedagogia, porém encontra resistência em cargos estratégicos ou em áreas tradicionalmente masculinas, como tecnologia e finanças.

Isso gera dificuldade para ver as gestoras como líderes, questionando seu estilo de liderança, desautorizando-as ou até apresentando comportamentos desrespeitosos para desqualificar sua posição como gestoras.

Maternidade

Metade das mulheres são demitidas após voltarem da licença maternidade.

A outra metade tem a preocupação de com quem deixar o filho durante o período de trabalho, quando não há qualquer flexibilização por parte da empresa.

Isso reflete a arcaica visão de que mães são menos capazes de permanecerem no mercado de trabalho e de que elas devem escolher entre seguir uma carreira ou cuidar dos filhos.
Tradicionalmente, o cuidado com crianças, idosos e pessoas doentes acaba recaindo sobre as mulheres, mas os homens também são pais e possuem as mesmas demandas e responsabilidades familiares.

Liderança feminina nas empresas: por que é importante?

Acompanhar o crescimento da liderança feminina nas empresas conscientiza a população de sua importância e é uma forma de representatividade.

As líderes inspiram e viram referência para outras mulheres, fazendo com que elas passem a acreditar mais em si mesmas e enxerguem a possibilidade de também serem líderes, crescerem em suas carreiras e ocuparem cargos altos em uma hierarquia.
Isso também rompe com os padrões culturais.
Ao assumirem determinadas atitudes, elas podem desconstruir estereótipos e comportamentos que, em muitos casos, são impostos às mulheres.

Discussões sobre a liderança feminina nas empresas e todas as dificuldades enfrentadas no mercado de trabalho não só inspiram, mas também podem conscientizar mais pessoas. O resultado é a promoção de um espaço cada vez mais igualitário em todos os âmbitos da sociedade, inclusive no mercado de trabalho.

Além disso, para muitos consumidores, a pauta da diversidade e representatividade é levada a sério na decisão de virar ou não cliente.
Influência positiva na cultura organizacional

Mudanças possíveis

Sabemos que ainda há um longo caminho a ser percorrido e que precisamos reconhecer o que está impedindo o desenvolvimento e crescimento de mulheres dentro das empresas: as culturas organizacionais dominantes ainda hoje.
As relações de trabalho que vivemos foram moldadas e reforçadas por crenças, valores, estruturas e práticas destinadas a manter o status e a posição de quem está no poder.

Mulheres em posição de liderança e diretoria ampliam a luta por respeito e igualdade de direitos, inspirando outras mulheres a ocuparem cada vez mais espaço no mercado de trabalho.

Ainda há muito o que fazer nesse cenário e o diálogo é uma das principais formas de espalhar entendimento.
Precisamos e podemos mudar essa realidade apoiando, ouvindo e divulgando mulheres.

No terceiro episódio do Orgânicos, as líderes da Kife, Thayla Jamus e Mariana Ferrarini, conversam abertamente sobre liderança feminina e sobre as experiências e dificuldades de ser mulher dentro do mercado de trabalho tradicional.

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Se eles não lhe derem um assento à mesa, traga uma cadeira dobrável.

Shirley Chisholm

 

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